sábado, 25 de outubro de 2014

Indução Rápida de Hipnose - Os três apertos de mão de Elman

http://www.hipnose-psicanalise.com.br/cursos/86-curso-de-hipnose-clinica


O falso aperto de mão é certamente uma das técnicas de indução instantânea mais impressionantes e eficazes. Provavelmente, você já viu alguém utilizando-a em algum programa de TV: o hipnotista agradece a participação do sujeito e estende a mão para cumprimenta-lo. No entanto, no momento em que o sujeito toca a mão do hipnotista, o hipnotista dá o comando “DURMA”, puxa o braço do sujeito com a mão direita, enquanto cobre os seus olhos com a mão esquerda.
Na versão original, Elman utilizava-se de três apertos de mão antes de induzir o transe. Veja um roteiro bastante fiel à maneira como Elman realizava essa indução.

 ROTEIRO
[Após estabelecer corretamente o rapport, dê as direções, enquanto olha fixamente para os olhos do sujeito]
            Durante todo o processo, olhe diretamente para os meus olhos. Enquanto você olha para meus olhos, vou apertar sua mão três vezes. Na primeira vez, seus olhos ficarão cansados, mas não os feche ainda. Na segunda vez, eles vão ficar ainda mais cansados, ainda mais cansados e vão querer se fechar. Deixe que isso aconteça, mas não os feche ainda. Na terceira vez, vou falar a palavra DURMA, você fechará seus olhos e os manterá dessa maneira, relaxando cada vez mais e mais, sentindo-se muito bem. Apenas deixe acontecer. Vamos começar.
            [mantenha o olhar fixado nos olhos do sujeito, aperte a sua mão e diga]
           
            Um... seus olhos estão cansados, muito cansados...
            [Solte a mão do sujeito, desvie o olhar por uns instantes. É importante desviar o olhar para depois retomá-lo. Ao desviar o olhar do sujeito, você o força a prestar ainda mais atenção no momento em que o olhar voltar a ser fixado.  Aguarde uns 2 segundos,  fixe novamente o olhar nos olhos do sujeito, aperte novamente sua mão e diga]
           
            Dois... Seus olhos estão ainda mais cansados... muito cansados... e começam a piscar...
            [no momento em que o sujeito piscar, acompanhe e conduza]
            Isso... vão piscando mais e mais... mais e mais...
            [Solte a mão do sujeito e desvie novamente o seu olhar. Aguarde uns 2 segundos, aperte novamente a mão do sujeito e diga, enquanto dá o aperto de mão]
           
            Três... olhe fixamente nos meus olhos...
            [no momento exato em que o sujeito estabelecer o contato com seus olhos, diga de forma imperativa]
            DURMA.
            [no momento em que for dizer a palavra “DURMA!”, puxe de maneira rápida o braço do sujeito em sua direção. O sujeito entrará em transe imediatamente. Seu corpo tombará na direção do seu peito. Ampare-o e faça o aprofundamento hipnótico necessário]
Considerações importantes
           
            Lembre-se de ficar atento às reações fisiológicas do sujeito. Se os olhos não tiverem qualquer indicador de abertura para o transe, não puxe o braço do sujeito no terceiro aperto de mão.  Quando percebo que o sujeito está resistente ao processo, continuo a rotina normalmente. No entanto, no terceiro aperto de mão, simplesmente peço ao sujeito que feche os olhos, relaxe e já encaixo alguma indução mais lenta, como as de relaxamento progressivo ou de confusão mental. A não ser que o sujeito seja um hipnotista, ele jamais perceberá que eu desisti de uma indução rápida e parti para uma indução mais lenta. http://www.hipnose-psicanalise.com.br/cursos/86-curso-de-hipnose-clinica

            Na rua, já aconteceu até mesmo de o sujeito dar todos os sinais de que entraria em transe, mas não entrar imediatamente. Após puxar o braço do sujeito, eu percebi que ele tinha apenas fechado os olhos por conformidade, mas sem entrar em transe. Sem problema: dei continuidade usando uma rotina de confusão mental. O sujeito teve a impressão de que a rotina era daquele jeito mesmo e acabou entrando em transe depois. Ao trabalhar com induções rápidas é importante lembrar-se sempre disso: na maior parte das vezes, o sujeito nem imagina o que vai acontecer. Tire proveito disso e faça parecer que tudo esteja acontecendo da maneira como você programou.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O erro da Psicofarmacologia

O erro da Psicofarmacologia

Inicio este artigo argumentando e advogando que a realidade é que somos uma totalidade, sem separação entre o psíquico e o físico, e todo o tipo de sofrimento certamente levará a um desequilíbrio desta unidade. 

Portanto, mente e corpo, são de fato uma única realidade, e isso já vem sendo dito desde os remotos tempos do filósofo Sócrates, o que se deixa uma questão a pensar: “em que momento a humanidade desacreditou disto?”. Talvez neste ponto resida o grande erro da medicina moderna com seu arsenal cada vez mais potente de psicofármacos.

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A quantidade de remédios existentes para atenuar o sofrimento do paciente nas mais diferentes manifestações é incontável. Ocorre que, desde a fadiga, agitação, insônia, anorexia, perda de peso, desconcentração, diminuição de interesse de si próprio, para tudo, enfim, há uma cápsula “mágica” que tem o poder de trazer o paciente de volta ao estado de “felicidade”. Nesse rumo, cristalina que as razões do sofrimento que o indivíduo pode estar vivendo, a falta de sentido da vida, o atrofiamento das condições vitais, tudo inexiste diante da “magia” da cápsula. 

O fato verdadeiro talvez seja o de que vivemos uma realidade onde cada vez mais os médicos e os psicólogos não têm tempo de ouvir os enredos e dramas de vida de tantos pacientes. A esse propósito, basta ver o cenário: o remédio desempenha um papel bastante prático, pois independentemente do que esse paciente possa estar vivendo e sofrendo em termos existenciais, a cápsula “mágica” irá trazer a ele novamente a “felicidade”, inclusive questionar conceitualmente o significado dessa “felicidade” trazida pelos psicofármacos não se faz necessário, havendo apenas a necessidade de intervenção medicamentosa e de sua “eficácia”. 

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Vale esclarecer que até mesmo os possíveis efeitos colaterais são desconsiderados nessas análises, existindo lugar apenas para a reflexão dos efeitos e da “eficácia” medicamentosa. Tudo o mais passa a ser meros sonhos de um punhado de idealistas que ainda se atrevem a questionar e até mesmo publicar trabalhos que evoquem a necessidade do resgate da dignidade humana na compreensão dos distúrbios emocionais. De fato, os interesses de multinacionais farmacêuticas ceifam a tudo e a todos no seu afã de lucratividade, não permitindo divagações que tentem impedir o avanço desse nível de atuação. Vale lembrar que essa avalanche medicamentosa é algo de uma alienação imensurável, para dizer o mínimo. 

E o que é mais grave é que a base de sustentação dessa prática humilhante, empreitada pelas multinacionais farmacêuticas, é a prescrição médica, doutrinada para receitar aquilo que os laboratórios farmacêuticos impõem e determinam. 

Por fim, os médicos, em realidade, com seus pacientes é medicá-los sem dar ouvidos às suas queixas e dramas existenciais, ou seja, agem com os ditames soberanos da medicação. 

Termino solicitando ao leitor pesquisar, ler e estudar sobre os efeitos placebo e os efeitos da hipnose na mente e no corpo humano. SEM MAIS.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Transtorno Borderline e a HIPNOSE



Transtorno Borderline e a HIPNOTERAPIA



O Transtorno de Personalidade Borderline se caracteriza por um modelo ou padrão invasivo da autoimagem, sobre seus afetos, bem como nas relações com as pessoas. Nesse raciocínio, o individuo tem comportamento impulsivo e por vezes explosivos em suas diferentes atividades e decisões, tanto envolvendo a si mesmo como outrem. O modelo ou padrão invasivo do borderline, transita de um contexto para outro. Por diversas vezes extremos e antagônicos, como por exemplo, em momentos comportar-se como uma "santa", por outros como uma prostituta. Por vezes um profissional exemplar, por outros alguém que tira proveito próprio de forma ilícita.



Crucial esclarecer que o indivíduo com o transtorno procura de todas as formas evitar um abandono, seja ele real ou imaginário. A simples ideia de serem rejeitados podem levar a uma alteração profunda na autoimagem, comportamento e afeto. Isso ocorre, muitas vezes, mesmo frente a uma separação positiva, como receber alta da terapia ou receber uma promoção e ter que ir para outro setor, pode levá-lo ao desespero, pânico e mesmo raiva. Tais acontecimentos levá-los à fantasia de serem "maus", o que poderá eliciar comportamentos impulsivos de automutilação e mesmo o suicídio. www.leandromotta.psc.br



Um bom exemplo para demonstrar a singular característica do indivíduo com o transtorno de personalidade borderline, é quando normalmente este cobra muito de seus pares afetivos. Mesmo nos primeiros encontros já exige que o outro compartilhe suas intimidades e passe a maior parte do tempo em sua companhia. Primeiramente idealiza o parceiro, o que facilmente o levará a uma frustração. Com isso vem à desvalorização do outro, por achar que este não se importa o suficiente. Por serem impulsivos, em momentos agem contra si mesmos, fazem gastos exagerados, dirigem de forma imprudente, pedem demissão do trabalho, comem e bebem em excesso ou engajam-se em sexo inseguro. www.hipnose-psicanalise.com.br



O tratamento com a hipnose pode ser feito dependendo do caso, em parceria com o psiquiatra. Isso pelo fato de em muitos pacientes aparecerem sintomas psicóticos, como alucinações e distorção de imagem corporal. O remédio ajudaria no restabelecimento do equilíbrio, para que a hipnoterapia possa ter resultados mais eficazes. É de toda sorte e importante trazer ao paciente, a consciência do que se passa em seus comportamentos, aos poucos procurando a percepção do que é real e do que é fantasia. Trabalhar sentimentos como os de vazio, de abandono, tédio e raiva, comuns nesses pacientes. Para desta feita, este possa ter mais conhecimento e controle sobre si mesmo.






Transtorno Bipolar e a HIPNOSE

Transtorno Bipolar e a Hipnoterapia

O Transtorno Bipolar poderá ser diagnosticado, quando observado ou quando houver pelo menos dois ou mais episódios de mania, onde eventualmente pode ser acompanhada com momentos depressivos ou não. Vale salientar que, a mania são períodos de euforia, que ocasionam uma alteração no comportamento. Normalmente uma defesa, para fugir de algo que o indivíduo não consegue lidar, e que lhe causa angustia. www.leandromotta.psc.br

Nesse rumo, é importante esclarecer que é bipolar pelo fato de ter dois pólos extremos, sendo certo que em momentos o paciente está eufórico, nostálgico, como por exemplo, criar várias expectativas quanto ao futuro e, acredita veementemente que ficará rico, que será uma figura pública importante e que conseguira tudo o que quiser facilmente e, de repente, em outro momento, o indivíduo percebe que isso na realidade não existe, é ilusão. Então, entra na depressão, quando tudo passará a ser péssimo, não tem esperança alguma, perde o interesse pelas coisas corriqueiras, se acha ignorante e incapaz, perde o gosto e o desejo pela vida, não cria mais expectativa  de si ou do mundo.

Oportuno se torna dizer, que o intervalo entre um pólo e outro pode ser de um dia, uma semana ou um ano. Todavia, poderá passar vários anos sem apresentar nenhum dos dois episódios, mania ou depressão. Igualmente e não necessariamente precisará ter uma alternância entre um e outro. A pessoa pode ter vários episódios de depressão e um de mania, assim como o contrário.

O tratamento com hipnose oferece bons resultados, e frequentemente deve ser feito em conjunto com a farmacologia. Os medicamentos receitados geralmente são à base de lítio, assim como outros medicamentos dependendo de cada caso específico. Na hipnoterapia, busca-se um controle maior e um suporte ao paciente. A cura é um vislumbre à médio e longo prazo. Porém, é possível trazer ao paciente a possibilidade de viver sua vida de forma melhor e com saúde mental. www.hipnose-psicanalise.com.br


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tensão Pré-Menstrual e a HIPNOSE

Tensão Pré-Menstrual e a  HIPNOSE            
     
A Tensão Pré-menstrual (TPM), se trata de um transtorno, sendo que ocorre no período em que antecede a ovulação da mulher. Também se caracteriza por grande ansiedade, fortes dores musculares, muita dor de cabeça, inchaço, depressão, hostilidade. As mulheres se tornam muito agressivas nesse período  com frequentes instabilidade afetiva, choro fácil, fadiga, ganho de peso, certo desinteresse pelas atividades cotidianas, insônia, alteração no apetite. Entre inúmeros outros sintomas que varia para cada indivíduo. Estes são causados por uma alteração hormonal, aliado ao metabolismo próprio de cada mulher, hábitos alimentares, stress e estilo de vida. www.hipnose-psicanalise.com.br

Nesse raciocínio, podemos argumentar facilmente que a TPM é considerada uma doença e por assim ser, é psicossomática, ou seja, o pensamento ou a psique provocando impactos no corpo, ao mesmo tempo em que o corpo também impacta no emocional. Contudo,  sendo uma doença que pode se iniciar na fase da adolescência e se estender até a fase adulta. Muitas vezes, por apresentar os sintomas típicos, as mulheres não são compreendidas e até mesmo ridicularizadas, sendo motivo de comentários impróprios.

A tensão pré-menstrual se apresenta de diferentes formas, ora com intensa ansiedade, ora com consequências desta, em outros momentos uma compulsão alimentar descontrolada, principalmente por doces e seus derivados. Vale destacar que também pode apresentar a depressão; inchaço e dor nos seios, além de dores musculares nas pernas. www.leandromotta.psc.br

No tratamento com a hipnose, é importante salientar, que devemos trazer o histórico da paciente para saber quando começou, o ambiente que aconteceu e o que está mantendo os sintomas. Desta feita, a técnica que poderá ser utilizada inicialmente é o relaxamento, principalmente com pacientes ansiosas, tensas ou estressadas. Portanto, além das técnicas de hipnose para transformar conceitos e crenças internas, que estão causando o impacto da doença. Trabalhar a mudança do estilo de vida e a forma com que lida com as diferentes situações no dia-a-dia. Objetiva buscar um equilíbrio e um autoconhecimento que lhe darão a possibilidade de viver melhor.